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Três problemas que eu vi de perto esse mês. Pelo menos um é seu também.

Éder Manchebo ·Sócio e Diretor de Operações · ·2 min de leitura

Oi, caro leitor.

Vou direto ao ponto.

Passei os últimos 15 anos dentro da operação não como observador externo, mas como alguém que toma decisões financeiras junto com o time. O que vou compartilhar vem do que tenho visto repetir, mês após mês, em empresas de setores diferentes.

Pelo menos uma dessas três coisas deve fazer sentido para o momento que você está vivendo agora.

  1. Governança como proteção, não como burocracia.

Acompanho uma cisão de sócios de perto. Duas pessoas que construíram uma empresa juntas, que confiavam uma na outra, que tinham os mesmos objetivos até o momento em que não tinham mais.

O que destruiu a sociedade não foi a divergência em si. Foi a ausência de estrutura para processá-la. Não havia fórum de decisão, não havia regras claras de saída, não havia governança que separasse o sócio do gestor do familiar. Quando a tensão chegou, não havia nada para absorvê-la.

Isso se repete em empresas de setores diferentes, tamanhos diferentes, histórias diferentes. O padrão é sempre o mesmo: a estrutura que deveria ter sido construída quando tudo ia bem, só é lamentada quando tudo vai mal.

Comitê de gestão, conselho consultivo, reuniões com agenda e pauta parecem burocracia quando a empresa cresce. Viram salvação quando a crise chega. O problema é que nesse momento já é tarde para construir.

A pergunta que deixo: sua empresa tem estrutura para tomar uma decisão difícil ou tem pessoas que confiam umas nas outras? São coisas diferentes. E só uma delas sustenta quando a confiança falha.

  1. O fim do fôlego tributário

Durante anos, as empresas operavam com um benefício que ninguém chamava pelo nome: usavam o dinheiro do imposto como capital de giro. O tributo era apurado, mas só recolhido 30 ou 40 dias depois. Nesse intervalo, o caixa respirava pagava fornecedor, cobria folha, girava estoque. Tudo com dinheiro que legalmente pertencia ao governo.

Já vi isso funcionar em empresas saudáveis. E já vi o que acontece quando esse fôlego desaparece sem aviso.

Com o Split Payment, essa janela fecha. O imposto será retido automaticamente no momento da transação antes de chegar ao caixa da empresa. A implementação obrigatória começa em 2027, mas 2026 é a janela para simular, ajustar e não ser pego de surpresa.

Quem ainda não mapeou o impacto disso no fluxo de caixa não está apenas atrasado. Está construindo o problema que vai resolver em crise.

  1. Cibersegurança: será que é só um problema de TI?

Numa empresa que assessorei recentemente, encontrei contratos em drives pessoais sem controle de acesso, dados financeiros em planilhas compartilhadas por e-mail e senhas repetidas entre sistemas críticos. O gestor sabia que era um problema. Só não tinha colocado no orçamento.

Isso não é problema de TI. É uma decisão de gestão adiada e as consequências, quando viram crise, são financeiras, jurídicas e reputacionais ao mesmo tempo.

É isso.

Se algum desses temas tocou em algo que você está vivendo, me manda uma mensagem direta.

P.S. Nos dias 27 a 1º de maio, estarei no Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina em Ribeirão Preto. Se você também vai, me manda mensagem para um café e uma troca.

Um ótimo mês para nós,

Éder.

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Publicado originalmente por Éder Manchebo no LinkedIn. Ver a publicação original.

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